Zinho, o motor verde
Nos anos noventa as partidas possuíam um ritmo um pouco mais lento que hoje, porém, o talento aparecia muito, e mesmo com uma marcação por vezes pesada, existia atletas que faziam o jogo ganhar um ritmo. Zinho era um desses atletas, que conseguiu comandar muito bem o meio campo do Palmeiras nos anos noventa, sendo também inspiração e modelo para outros que chegaram mais tarde. O carioca conquistou o público paulista e chegou a ser titular do Brasil na Copa de 1994, mostrando o quanto ele era importante para uma equipe, tanto taticamente como também por conta de sua liderança dentro de campo.
Zinho não foi um jogador revelado pelo Palmeiras, e já possuía um grande reconhecimento o futebol nacional, tendo inclusive já sido campeão nacional pelo Flamengo, jogando ao lado de Zico, Bebeto e Renato Gaúcho. No inicio dos anos noventa, com a chegada da Parmalat, o Palmeiras estava montando um esquadrão para conseguir encerrar o jejum de títulos. A postura era ter no elenco jogadores vitoriosos e o meio campista Zinho se enquadrava perfeitamente no perfil. A chegada do jogador ao time alviverde foi em 1992 e ele acabou amargando o vice campeonato Paulista, o que fez com que mais atletas vencedores chegassem ao time. Zinho permanecia lá, correto e profissional, e foi se tornando o motor da equipe, acelerando ou diminuindo o ritmo, muitas vezes estando até mesmo invisível dentro de campo. No ano de 1993 finalmente o jejum palmeirense acabou, com o troféu do campeonato Paulista, e com Zinho fazendo gol a final contra o Corinthians. Sem o peso nas costas, Zinho seguiu sendo o maestro para levar o Palmeiras a ganhar o Brasileirão do mesmo ano.
Na temporada de 1994, Zinho seguiu sendo um dos principais jogadores do time, e as suas boas atuações renderam a ele a convocação para a Copa do mundo. Além de vencer a Copa, Zinho também acabou sendo campeão estadual e nacional pelo Palmeiras mais uma vez. Nada mais justo que o meio campista procurasse bons contratos financeiros, e ele embarcou para jogar no Japão por três temporadas, mas acabou retornando em 1997 para jogar no verdão novamente. Em sua nova passagem, mais velho e mais experiente, as vezes Zinho chegava a ficar no banco de reservas, mas seguia sendo uma peça fundamental para a equipe do Felipão. Na sua segunda passagem, Zinho foi campeão da Mercosul e da Libertadores da América, mostrando sucesso e a grandeza de sua carreira. Sua jornada acabou se encerrando com a ida do jogador para o Grêmio, após fim da parceria com a Parmalat. Em suas duas passagens pelo Palmeiras, Zinho fez 333 jogos pelo clube, vindo a marcar 56 gol com a camisa palmeirense.

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