Palmeiras e Fluminense no camarote do Allianz
O que você faria se as 16:00 da tarde recebesse uma mensagem dizendo "Quem quer ir ver o jogo do Palmeiras no camarote de graça hoje?". Não pensei duas vezes, aceitei o convite na hora. Mas me lembrei que sou casado e tenho uma filha, e não posso simplesmente dizer que irei em algum lugar sem antes perguntar se posso ir. Como um bom esposo, mandei aquela mensagem perguntando, torcendo para minha esposa dizer que não tinha problemas. Ela disse que sim, que não havia nenhum problema. Apesar de saber que talvez ela não tenha gostado muito, a oportunidade era única, de ver um jogo ao vivo, dentro do camarote do Allianz Parque. Junto comigo foram duas pessoas que apenas o Palmeiras poderia juntar, o Lucas e o Caique Soares.
Fui para o ponto de ônibus as 20:00, e em uma noite de sábado, podemos ver as mais diversas pessoas no caminho. Com muito sono, fiquei me perguntando o que eu, cansado, estava fazendo indo para o Allianz Parque, quando poderia ver a partida do conforto da minha casa. Mas era o Palmeiras, era em um camarote, que mesmo sem comidas e bebidas, tinha um lugar privilegiado. Chegando no estádio, vivi coisas novas, como entrar por um portão sem muitas pessoas, pegando um elevador e enfim chegando no camarote que estava destinado para mim. O Lucas já estava lá e logo em seguida chegou o Caique. Todos estavam cansados e sem entender como nos juntamos nesse local, mas tínhamos dentro de nós um sentimento que nos unia, o amor pelo Palmeiras. O estádio estava em um clima sensacional, sendo o maior público em que estive presente, com 40 mil torcedores, e a Mancha Verde cantando e incentivando sem parar. Além disso, a galera da organizada Savoia estava com uma bateria, e assim as canções tinham um som de fundo, que fazia o Allianz Parque pulsar.
Após alguns meses sem ver o verdão jogar de forma ao vivo, algumas mudanças no elenco podiam ser vistas pessoalmente, como a possibilidade de poder ver Vitor Roque e Felipe Anderson jogando. O problema é que toda empolgação e incentivo não serviram de nada, pois o Plameiras apesentava um futebol apático, sem criatividade e com apenas cruzamentos na grande área acontecendo de um lado para o outro. Por mais uma partida, nesse momento, a quarta vez que passo raiva com a equipe. Como o Fluminense não queria que o Flamengo ganhasse o Brasileirão, eu achava que a qualquer momento iriamos fazer um gol, pois eles iriam deixar. Te confesso que vi um Fluminense que não queria atacar, não fazia questão de ganhar. Infelizmente, parecia que o Palmeiras também não queria. Foram apenas dois chutes no gol. Como que um time que joga em casa acerta o gol apenas por duas vezes? É ou não é para ficar com raiva? Eu sentava, levantava, sentava com raiva de novo. Os minutos iam passando e a equipe seguia sem fogo, sem ânimo e sem vida. Pela segunda vez no ano, um zero a zero que vi no estádio. De bom, apenas a experiência de estar no camarote do Allianz Parque, mas de resto, uma noite frustrante, em que juntei mais cansaço, e mais raiva por uma reta final de Brasileirão pífia.

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