Abel Ferreira e a noite mágica
Esse ano temos falado muito sobre Abel Ferreira em nosso Blog, e isso é um reflexo da torcida palmeirense, que sempre muito apaixonada, nunca esta satisfeita, indo do céu ao inferno muito rápido. Abel tem sofrido com isso, e se antes era colocado como o maior da história do clube, começaram a levantar pessoas desconfiadas, dizendo que o português estava em fim de ciclo, inclusive eu que escrevo por aqui também pensava assim. Quando perdemos de 3 a 0 para a LDU, parecia que tudo estava perdido, foi quando dias antes ele dizia que noventa minutos no Allianz Parque era muita coisa, e que devíamos nos preparar para uma noite mágica na partida de volta.
Todos os palmeirenses acabaram sendo inflados por essa frase, e quando a quinta feira a noite, 30 de outubro, chegou, a noite ficou marcado para sempre na memória de todos os palestrinos. Abel mudou o time, tirando Khelvin da lateral, deixando Felipe Anderson no banco, além de não iniciar com Raphael Veiga e Emi, que na coletiva no Equador acabara sendo tratados como vilões do time, por não cumprirem suas tarefas táticas e de marcação. Por outro lado, Abel colocou o time para frente, com Allan em uma ponta e Sosa na outra, tendo um time mais ofensivo, contando ainda com Mauricio no meio, além da dupla Flaco e Vitor Roque. O Palmeiras jogou muito bem, foi para cima, atacou e sufocou desde o inicio, e sem dar espaço para a LDU atacar. Abel contou que a ideia de jogo veio durante a madrugada e ele teve que anotar tudo no seu bloco de notas. E não é que deu certo? Os jogadores cumpriram suas tarefas, marcaram os gols e fizeram uma noite mágica.
O time do Plameiras também tem tido uma outra rotação com Andreas Pereira em campo, com a bola rodando com mais qualidade e velocidade. O primeiro gol veio com Sosa, de cabeça, após um cruzamento de Allan, aquele quem Abel confiou o jogo. Antes do fim do primeiro tempo, Bruno Fuchs fez o segundo, no último lance da etapa, dando esperanças para todo palmeirense, não importava o lugar que ele estivesse. O segundo tempo começou e o LDU se fechava como podia, até que entrou Raphael Viga, que de fato é um jogador palmeirense que honra a sua torcida. Ele deu um passe sensacional e recebeu o passe de Vitor Roque para fazer o terceiro gol. Por fim, Allan, o fator desequilibrador da partida, criou uma jogada sensacional e sofreu pênalti. Veiga pegou a bola e disse que iria marcar. Ele merecia esse gol, ele precisava balançar as redes. No apito final vimos Abel Ferreira as lagrimas, pois ele deu tudo de si para poder vencer, e como disse na coletiva, com o peso de sempre precisar provar que é digno de sua posição. Após o jogo fui dormir apenas de madrugada, tamanho o nível de adrenalina, e acredito que foi assim com muitos palmeirenses. Esse confronto com a LDU nos mostra que precisamos confiar no trabalho do Abel Ferreira, que nos trouxe uma noite mágica, como o prometido.

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