Crônica- Palmeiras x LDU(Semi final Libertadores da América 2025)
Chegar em uma semi final de Libertadores tem sido muito comum aos palmeirenses, e estar de novo nessa fase é bom demais. Quando foi definido que nosso adversário seria os equatorianos do LDU, eu já fechei a minha agenda para o dia da final. 29 de novembro era uma data em que estaríamos na grande final da Libertadores. Esqueça tudo, vai dar Palmeiras. Acontece que futebol é uma caixinha de surpresas, e nem sempre o brinquedo acaba sendo divertido. No nosso caso, a surpresa não foi boa, e fomos de um susto para um momento de catarse, alegria e euforia. O que o Palmeiras fez nessa semi final foi histórico e inesquecível, ou como disse Abel, foi mágico.
Como disse anteriormente, a confiança estava lá no alto, e era certeza que no minimo iriamos empatar a primeira partida, mesmo jogando na casa dos equatorianos, mesmo com a altitude contra nós. Os comentarias esportivos diziam que o Palmeiras iria ganhar, Abel também parecia confiante, e nada me tira da cabeça que o time jogou com enorme soberba, algo constatado pelo treinador adversário, Thiago Nunes. Engraçado ele falar que nosso Português chamou seus atletas pelo número da camisa e não pelo nome. Enfim, comecei vendo o jogo e logo percebi que as coisas seriam difíceis. Só dava a LDU atacando pelo lado do campo. Logo, 1 a 0 para eles. Momentos depois um pênalti, e 2 a 0 para eles. O verdão estava irreconhecível e quando a LDU marcou a terceira vez, vi a classificação indo embora. Como podíamos estar perdendo o jogo assim? Cade a vontade? Bem, Abel errou na escalação, e tentou consertar no segundo tempo. Um show de gols perdidos, e Flaco me dando raiva, parecendo que esta voltando a ser aquele jogador fraco que já conhecíamos.
Eu já não acreditava mais, para mim já era, não dava mais. Mas quando Abel Ferreira em uma coletiva disse, "Se prepare para uma noite mágica", uma chave virou dentro de mim e eu passei a acreditar. Se nosso treinador dizia isso, é porque ele tinha um plano. E como sabemos, se Abel tem um plano, vai dar certo. Jogo de volta, Allianz Parque e um dia nublado. Um clima na cidade, torcedores fazendo corredor e eu não queria ver esse jogo sozinho. Felicidade só é felicidade quando é compartilhada, e logo, fui ver o jogo na casa do meu amigo Bruno e sua filha Bruna, que tem sido nossa companheira de torcida nos últimos anos. Antes, ainda vi o primeiro gol de cabeça de Sosa em casa, e minha esposa disse "Vai ver e outro lugar, sua filha esta dormindo". Corri para o Bruno, que estava aflito como sempre dizendo que ia passar mal. Nos abraçamos e comemoramos quando Bruno Fuchs fez o segundo gol. Havia esperança, ainda que o segundo tempo começou travado e difícil. Mas Raphael Veiga, nosso ídolo atual, balançou as redes pela terceira vez. Iriamos para os pênaltis, mas por favor, como eu quero correr dessas decisões. Mas foi em um pênalti que tudo foi decidido. Allan, que muleque habilidoso, novo Messi? Ele criou a jogada para o penal. Veiga chamou a responsabilidade e fez o quarto gol. Comemoramos, nos abraçamos, nos emocionamos. Como é bom ser Palmeiras. Obrigado Abel foi realmente uma noite mágica.

Comentários
Postar um comentário